Vacinas, desparasitação, casração, alimentação - tudo o que precisa de saber nas primeiras semanas com o seu novo companheiro felino. Guia completo da Dra. Catarina Santana, CSVet, Vila Real de Santo António

Adotar um gato é uma das decisões mais gratificantes que um tutor pode tomar. Mas as primeiras semanas podem ser avassaladoras: o que fazer primeiro? Quando vacinar? Quando castrar? O que é que ele pode ou não comer? No CSVet, em Vila Real de Santo António, recebemos muitos tutores de primeira viagem — este guia resume o essencial para começar com o pé direito.
A primeira consulta deve acontecer dentro das primeiras 2 semanas após a adopção, independentemente da idade do gato. Nessa consulta iremos:
Se o gato for um gatinho, é ainda mais importante não adiar — os primeiros meses são críticos para o desenvolvimento imunitário.
Os gatos precisam de vacinas para se protegerem de doenças graves e contagiosas. O protocolo base inclui:
Vacinas essenciais (núcleo):
Estas três vacinas são normalmente combinadas numa única injecção (a chamada “trivalente” ou “tetravalente” quando inclui a clamidiose).
Em gatinhos: a vacinação começa às 8–9 semanas de idade, com reforço 3–4 semanas depois e novamente ao ano. Depois, em adultos saudáveis, a frequência pode ser a cada 1 a 3 anos, consoante o produto e o estilo de vida do animal.
Vacinas opcionais (conforme o caso):
Desparasitação interna (lombrigas, tenias): Gatinhos devem ser desparasitados a partir das 2 semanas de idade, repetindo mensalmente até aos 6 meses. Em adultos, a frequência varia consoante o estilo de vida (gato de interior vs. exterior) — geralmente a cada 3 meses.
Desparasitação externa (pulgas, carraças): No Algarve, a pressão de pulgas é praticamente anual devido ao clima. Recomendamos protecção contínua, especialmente em gatos que saem ao exterior. Existem várias formas de administração — pipetas, coleiras ou comprimidos. No CSVet orientamo-lo para o produto mais adequado ao seu gato.
Atenção: nunca utilize produtos antiparasitários de cão em gatos — muitos compostos, incluindo a permetrina (comum em produtos para cães), são altamente tóxicos para felinos.
A castração ou esterilização é altamente recomendada para a maioria dos gatos domésticos. As vantagens são:
Quando: geralmente cerca dos 6 meses de idade, antes do primeiro cio nas fêmeas. Em alguns casos pode ser feita mais cedo. Marque uma consulta prévia no CSVet para avaliação individual.
Os gatos são carnívoros obrigatórios — não podem sobreviver sem proteína animal. Na escolha da alimentação, considere:
O que evitar: alimentos humanos como cebola, alho, uvas, passas, chocolate, cafeína e álcool são tóxicos para gatos. Leite de vaca, contrariamente ao que se pensa, não é recomendado — a maioria dos gatos adultos é intolerante à lactose.
Na consulta do CSVet iremos sempre discutir a alimentação mais adequada à fase de vida, raça e condição de saúde do seu gato.
Desde 2019, o microchip é obrigatório para todos os gatos em Portugal. Se o seu gato não tiver chip, regularize a situação o mais cedo possível — especialmente se tiver acesso ao exterior. Um gato sem chip que se perca tem muito menos hipóteses de regressar a casa.
Os seguros de saúde para animais de companhia estão a crescer em Portugal. Podem ser uma boa opção para gatos jovens ou para tutores que preferem previsibilidade nos custos veterinários. Fale connosco — podemos ajudá-lo a perceber se faz sentido para a sua situação.
Tem um gatinho novo em casa ou adoptou recentemente um felino adulto? Marque já a primeira consulta no CSVet — estamos aqui para tornar esta nova fase o mais tranquila possível, para si e para o seu companheiro. 🐾